imageO Natal é, muitas vezes, a época em que a arte do circo mais se destaca, mas aproveitar esse tempo para testar dotes manuais e imaginativos, apenas lembraria ao então estudante de Engenharia Química Pedro Tochas. Como o Natal “é sempre que o homem quiser” tornou-se artista de rua, o lugar mágico de todos os dias, de toda a gente. O Teatrão deu por ele e contratou-o para as suas duas primeiras produções.

O trabalho de rua nunca parou, mas sentiu falta de outro tipo de formação. Viajou até aos Estados Unidos e estudou malabarismo e comédia física no Celebration Barn Theater. Para aprofundar os estudos foi até Inglaterra, ingressou na Circomedia-Academy of Circus Arts and Physical Theatre onde estudou teatro físico. No fim do curso foi convidado a voltar para um ano de especialização. Voltou no ano seguinte mas desta vez com uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian que o ajudou a suportar o custo de vida em Inglaterra.

Regressou a Portugal, agora com outra formação e disposto a, mais uma vez, testar na rua tudo o que tinha aprendido. Trabalhou de norte a sul e levou espectáculos ao estrangeiro. Apresentou vários espectáculos a solo no campo do teatro físico até que resolveu arriscar na Stand-Up Comedy, pela qual tinha ganho gosto em Inglaterra.

A rua foi o seu primeiro namoro, mas a paixão pelo espectáculo leva o actor a procurar outros espaços para poder crescer.