Os Prazeres de Pedro Tochas

Publicado no suplemento 
domin
go magazine
 
do jornal Correio da Manhã de 24 de Fevereiro de 2002
Reproduzido com a devida autorização

Os prazeres de…

PEDRO TOCHAS

Em nome de uma boa gargalhada ou de uma plateia de palmo e meio,
percorre as ruas do país com espectáculos intinerantes do qual se
destaca O Palhaço Escultor. Ao mesmo tempo, tem em cartaz a Stand-Up
Comedy 
 (versão 1.1) que levou Lisboa ao rubro Lisboa e que brevemente
“aterra” no Casino do Estoril

Texto: Sofia Rato

Pedro Tochas nasceu há quase 30 anos, sob o signo Carneiro. Completa 30
anos de idade no dia 27 de Março que é, nem mais, nem menos, que o Dia
Mundial do Teatro. Coincidências? Há cerca de 10 anos decidiu que queria
ser actor… de comédia. Começou então a percorrer um longo caminho que
o levou, por exemplo, a viver em Londres, participar nos festivais
culturais de Edimburgo, passear pelas diversas ruas de Portugal com os
seus espectáculos, participar no Programa da Maria (Rueff) e,
principalmente, divirtir os públicos. A sua vida, pautada pela aventura
e boa-disposição está ao alcance de um simples clique:
www.pedrotochas.com . No final do ano
passado, estreou a sua Stand-Up Comedy (versão 1.1) no teatro da
Trindade, em Lisboa. O êxito foi tal que este ano repetiu a(s) graça (s)
no Trindade. Entretanto, foi “arrastado” para o Casino do Estoril, onde
actuará brevemente mas, como “bom filho à casa torna”, em Junho
regressará ao teatro da Trindade. Os seus prazeres?

A Rua
«Adoro escrever os espectáculos que vou protagonizar, independentemente
de serem de rua, mímicos, tradicionais… gosto de me envolver no
trabalho. E um dos maiores prazeres que tenho é a rua, é chegar a meio
de uma rua onde não se passa nada, começar a fazer um espectáculo e
atrair as pessoas para o meu mundo. Na rua, levo a diversão às pessoas e
tenho um óptimo feedback, porque só fica a ver quem quer e regra geral,
há sempre muita gente que pára e que me vê a representar e a
improvisar».

Boémia Coimbrã
«Sou estudante universitário há 12 anos! Já andei em Engenharia Química,
Química Industrial e agora estou em Gestão. Talvez por isso esteja tão
familiarizado com a vida boémia de Coimbra. Fiz parte da Orchestra
Pitagórica, um grupo de intervenção (usamos ceroulas, tocamos contra
sanitas, autocolismos, antenas de televisão…). Não fumo, nem bebo e em
Coimbra as noitadas são tão intensas e divertidas que acabam sempre de
manhã».

Viajar
«Adoro viajar dentro de Portugal, lá fora, qualquer viagem! Fiz o
inter-rail sozinho e conheci a Europa. Aliás, viajo sempre sozinho.
Todos os anos vou uma ou duas semanas para Edimburgo ao festival de
teatro. Não marco alojamento, prefiro descobrir pessoas e lugares com
quem estar ou onde dormir.»

Dormir
«Costumo dizer na brincadeira que o meu dia perfeito seria acordar,
tomar o pequeno-almoço ou almoçar, fazer a sesta, tomar um café, jantar
e voltar a dormir!. Dormir horas seguidas é um prazer intenso».

Música
«Aprecio a música instrumental e nesta altura dá-me imenso prazer ouvir
bandas sonoras de espectáculos de circo, como o Cirque du Soleil. É giro
porque ao ouvirmos a música revivemos as sensações que tivemos neste e
naquele número do circo. Também gosto do Moby, dos Gift e dos Massive
Attack».

Crianças
«As crianças são o melhor do mundo, eu adoro estar com eles. Mas como
público têm um risco, é que se não gostarem mostram logo, começam a
fazer caretas e a dizer que não gostam!» (Nota: durante esta entrevista,
Pedro Tochas encontrou um grupo de crianças e conseguiu captar-lhes a
atenção durante muito tempo, ao fazer com balões flores, animais…)

Jogos
«Perco horas com a minha playstation 2, no computador  e a jogar às
cartas com os amigos. Quando posso, reúno-me com a malta, no café, para
uma bela jogatana. O café é um belo centro de pesquisa, dá para testar
umas piadas com os amigos».

Cinema
«Muitas vezes faço uma double round e assisto a dois filmes de seguida.
Os últimos que vi foram Vigaristas de Bairro  e Cercados. Acho imensa
piada quando saío de um filme de ficção científica e as pessoas dizem
“ah, tinha muita fantasia”. Eu vou ao cinema pela fantasia, pela acção,
por tudo isso».

Ler
«Ando sempre com uma obra alucinante e muito louca. É uma história
verídica relacionada com a obsessão humana. Um comediante “marado” andou
pelo mundo inteiro a tentar descobrir pessoas com o mesmo nome. O
resultado deu o título ao livro: Are You Dave Gorman? e,  mais tarde foi
adaptado para espectáculo».


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